Desertificação é problema macroeconômico
Christian Mersmann, do Mecanismo Mundial da Conservação das Nações Unidas de Luta contra a Desertificação, persegue um objetivo que considera primordial: a concepção da desertificação como um problema macroeconômico, que envolve os aspectos financeiro, produtivo, ambiental e da sociedade civil.
Mersmann, diretor-executivo do Mecanismo, está participando da Nona Sessão da Conferência das Partes (COP 9) da Convenção, que acontece em Buenos Aires desde segunda-feira até 2 de outubro e que reúne 2.500 especialistas e interessados em combater a degradação dos solos, uma tendência que nos próximos 40 anos poderia forçar o deslocamento de centenas de milhões de pessoas no mundo, segundo diversos estudos. Em Buenos Aires são avaliados os primeiros passos da estratégia global para a década 2008-2018, adotada em Madri há dois anos durante a COP 8.
O antropólogo Mersmann, com ampla experiência em programas de recuperação de terras degradadas na África, destaca o risco que implica a concepção disseminada na América Latina de que “os solos são inesgotáveis”, pelas grandes extensões produtivas ou semiprodutivas que se encontram sem exploração.